Confira o cenário do empreendedorismo no Brasil, por Maxiuel Cerizza, CEO da Idelo

Confira o cenário do empreendedorismo no Brasil, por Maxiuel Cerizza, CEO da Idelo

Em entrevista à Bcredi, Maxiuel Tomacheski Cerizza, fundador e CEO da Idelo, conta um pouco sobre o cenário de empreendedorismo no Brasil e quais são os desafios de quem busca empreender. Confira!

Para tirar uma boa ideia do papel, muitos empreendedores precisam de um investidor. Com o objetivo de descomplicar essa união, Maxiuel fundou a Idelo, uma plataforma que busca os investidores que estão dispostos a tirar as ideias do papel.

Conversamos com Maxiuel sobre o mundo do empreendedorismo e como a inovação tem se tornado cada vez mais presente no nosso dia a dia.

Você fundou uma plataforma que conecta empreendedores e investidores para que os projetos possam sair do papel. Como surgiu a ideia?

Percebemos que o mercado estava se profissionalizando em relação à exposição de novas ideias e também os Investidores estavam ficando muito mais criteriosos. Contudo, temos uma fatia muito expressiva da população que sequer sabe o significado de MVP, Elevator Pitch, Business Plan, Crowdfunding, Angels, etc.

O povo brasileiro é criativo demais, mas estruturar um projeto pode ser um processo muito burocrático para a grande maioria da população, e a Idelo veio para descomplicar tudo isso. Nós damos a oportunidades para que qualquer pessoa tenha sua ideia em uma vitrine que Investidores avaliam e podem decidir por investir. Do outro lado, temos também pessoas que tem interesse em ter seu próprio negócio, têm certo capital e estão à procura de ideias inovadoras para fazer decolar. A IDELO nasceu para ser democrática. Todos os níveis de Empreendedores e Investidores terão a chance de se encontrar e fazer negócios!

Criar o próprio negócio exige bastante planejamento e um mindset de inovação para manter um bom posicionamento no mercado. Como foi esse processo antes da concepção da Idelo e como a inovação faz parte do seu negócio?

A principal premissa, e se aplica para qualquer negócio, é colocar-se no lugar do usuário, entender a real necessidade e a partir disso trabalhar no desenvolvimento da solução. Logicamente é necessário um estudo amplo do mercado avaliando opções já existentes e entender o nicho que precisa ser preenchido. Quando se planeja algo, não se deve avaliar se aquilo funciona para o presente. Projete sua ideia para 2, 3, ou até 5 anos, e se ela ainda assim for válida, siga em frente.

De que maneira a sua trajetória profissional dentro do universo financeiro ajuda no seu dia a dia na Idelo?

O conceito de oferta e procura é universal, então você só precisa entender as necessidades das partes e apresentar uma solução que traga benefícios a todos. A Idelo, como qualquer área financeira bem estruturada, se preocupa com a segurança e a qualidade das informações, para que haja transparência e conforto para seus usuários.

Com a sua experiência e vivência na Idelo, quais são os maiores desafios de um empreendedor hoje? E do investidor?

O empreendedor precisa em primeiro lugar vencer a grande barreira de sair da inércia, de compartilhar seu projeto, de avaliar propostas. Da mesma forma temos potenciais Investidores que optam por manter o capital em aplicações, mas sempre se criticam por não tentarem algo a mais. Claro que ambos, ao darem o pontapé inicial em algum projeto, devem cercar-se de profissionais que os auxiliem no desenvolvimento do negócio, como Advogados, Contadores, etc. Em termos gerais sabemos dos desafios burocráticos para constituição de uma empresa, mas tudo o que for vencido com certeza será um grande aprendizado.

Vemos muitas empresas tradicionais trazendo a inovação para o dentro do seu core business, a exemplo da Bcredi que surgiu dentro do universo corporativo do Grupo Barigui. Você acredita que essa seja uma tendência do mercado?

Sempre haverá certo espaço para o conservadorismo, aquele prato especial do restaurante que você gosta e tem um sabor especial quando você o saboreia no mesmo local que é feito. Mas com a velocidade do nosso dia a dia, talvez você eventualmente queira pedir que uma startup de delivery o entregue até você. Se este restaurante não estiver preparado para isso, perderá aquela venda. A Bcredi saiu na frente inovando em uma área que parecia não haver espaço. Trazer uma cara nova e descomplicar o crédito imobiliário foi totalmente disruptivo, quebrou-se uma barreira para que as pessoas se sintam mais à vontade para se sentar e conversar.

Como você avalia o cenário de inovação hoje no Brasil, tanto para o pequeno empreendedor quanto para o mundo corporativo tradicional?

No mundo corporativo, inovar é trazer alternativas inteligentes para melhorar processos e consequentemente maximizar resultados. Esta nova geração está sedenta por isso, eles estão em um ritmo no qual não se contentam com pouco ou com o mesmo, e isso é maravilhoso! As portas devem estar sempre abertas e os ouvidos sempre atentos para novas ideias. Todo dia somos surpreendidos por algo novo e refletimos: Como eu não havia pensado nisso? Portanto, seja um pequeno empreendedor ou um CEO de uma companhia tradicional, esteja sempre aberto a ouvir e avaliar soluções. Se você não as ouvir seu concorrente certamente ouvirá e colocará em prática.

Como você vê o futuro do empreendedorismo no Brasil?

Nunca ouvimos tanto falar em startups, em gente querendo largar o conforto de uma carteira assinada e cair neste ‘maravilhoso mundo’ de ter seu próprio negócio. Na prática sabemos que boa parte destas pessoas tentarão empreender e infelizmente não terão sucesso, voltando para um emprego tradicional com a garantia das férias remuneradas e 13º salário. Isso é fato! Colocar um projeto para rodar é maravilhoso, mas é necessário fazer isso com o pé no chão. Fazer um bom planejamento e estudar ao máximo o mercado que deseja entrar, assim como os ônus e os bônus da sua empreitada.

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