Educação Financeira infantil: 5 lições de finanças para ensinar aos filhos

Educação Financeira infantil: 5 lições de finanças para ensinar aos filhos

Uma criança que não recebe uma educação financeira certamente será um adulto com dificuldades para gerir suas próprias finanças.

De todas as áreas que envolvem a educação de uma criança, a financeira certamente é das mais negligenciadas, infelizmente. Isso ocorre por motivos diversos: da resistência de alguns pais – que acreditam que dinheiro não é coisa pra criança – à ausência desse tema na educação formal, em meio às disciplinas escolares.

Especialistas neste assunto divergem quanto ao momento ideal para falar sobre finanças com os pequenos, mas são unânimes no entendimento de que educação financeira começa em casa. E deve começar cedo. Isso porque, segundo dados do Serasa Experian, jovens entre 18 e 25 anos formam o segundo grupo etário mais endividado no Brasil, atrás apenas dos adultos com idade entre 41 e 50 anos.

Para que o início da vida adulta não seja comprometido com dívidas, é importante que os pais conversem com seus filhos sobre finanças. Se você tem filhos pequenos e não sabe por onde começar, separamos 5 lições que podem nortear essa missão. Confira:

1. Não se deve gastar mais do que se ganha

Essa regra básica vai nos acompanhar por toda a vida, portanto, nada mais correto do que trabalhar esse entendimento desde cedo. A mesada pode ser um instrumento eficaz para isso. Defina um valor mensal ou semanal que a criança receberá e que tipos de compras ela pode fazer. É uma boa oportunidade para mostrar que é preciso fazer escolhas, pois certamente haverá mais itens de desejo da criança do que dinheiro da mesada para conquistá-los.

2. Dinheiro não nasce em árvore

Em tempos de dinheiro eletrônico, é perfeitamente compreensível que a criança não tenha a noção de que o dinheiro sai de um fundo finito. Quantos pais já não ouviram “mas é só passar o cartão” como sugestão do pequeno diante de uma negativa ao pedido de uma compra? Explique que o dinheiro é fruto do trabalho, que ela também terá um dia, e que cada pequena compra é uma parte a menos de um todo.

3. (quase) tudo tem um preço

É importante compartilhar com a criança que quase tudo aquilo que ela tem à disposição tem um custo: seja o brinquedo, a tarde no cinema, as roupas que ele veste, a escola que ela frequenta. Não é preciso entrar em detalhes, nem é algo a ser lembrado a todo instante. O que não é saudável é a criança crescer com a ilusão de que tudo aquilo caiu do céu.

4. Nem tudo é dinheiro

É perfeitamente possível conseguir coisas novas sem envolver dinheiro, mediante a troca. O escambo de mercadorias é uma forma de relação comercial e as novas tecnologias, bem como o conceito de economia compartilhada, tem favorecido esse tipo de movimento. Uma troca de brinquedos com um amiguinho de escola pode ser um bom pretexto para falar sobre isso com as crianças.

5. Dê exemplo

Essa talvez seja a mais importante e difícil lição que você pode deixar para os seus filhos – e que vai além da educação financeira. De nada adianta falar sobre consciência no uso do dinheiro se você não a pratica cotidianamente. O risco de falar uma coisa e fazer o contrário é perder a autoridade pelo exemplo. Erros acontecem – e fazem parte de qualquer aprendizado. Não esconda os seus e nem condene a criança quando ela cometer algum.

Sabe quanto custa criar um filho até a vida adulta?

Um bom marco para iniciar esse assunto com as crianças é a fase em que ela começa a fazer contas básicas de matemática, por razões óbvias. Não existe uma idade ideal, porque como os pais bem sabem, cada criança tem sua própria velocidade de desenvolvimento e aprendizagem. O importante é não deixar esse tema passar em branco!

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