O que considerar na hora de renegociar uma dívida

O que considerar na hora de renegociar uma dívida

Se uma dívida está comprometendo seu orçamento além da conta, renegocia-la pode ser uma boa decisão, mas é preciso atentar-se a alguns pontos importantes.

A gente sempre fala: livrar-se das dívidas mais caras deve ser a prioridade de quem busca manter as finanças em dia. E uma ação simples que pode otimizar esse processo é renegociar as dívidas junto aos credores. Além de dar mais tranquilidade ao consumidor, a renegociação da dívida também pode gerar economia ao fim do processo.

Antes de mais nada, é importante que você conheça a sua dívida. Qual o valor atualizado dela? Que taxas são aplicadas? Quantas parcelas ainda faltam? Ter essas respostas na ponta da língua – e devidamente anotadas na sua planilha financeira – é fundamental para começar a pensar na negociação. Nesta etapa, vale também ler o contrato que você assinou junto ao credor. Se ainda não tem, é hora de correr atrás disso.

Depois que você souber tudo sobre a sua dívida, você precisa também saber tudo sobre as suas receitas. O dinheiro para quitá-las precisa sair de algum lugar, e por melhor que seja a renegociação, você ainda terá um comprometimento contínuo da sua renda por algum tempo. Liste todas as suas receitas e despesas fixas, e faça um exercício de previsão para considerar tudo aquilo que você precisa pelos próximos meses.

Entenda quanto da sua renda mensal pode ser destinado para o pagamento de dívidas.

Aí sim, você tem condições de se reunir com o credor para rever como será feito o pagamento da dívida. Faça simulações para o pagamento em parcelas, divida em mais vezes, verifique o prazo para pagamento da primeira parcela, pergunte sobre o desconto para pagamento à vista. E peça um prazo para pensar. Sim. Você pode e deve ter um tempo para analisar os cenários possíveis antes de bater o martelo, por maior que seja a pressão do credor. Essa é uma oportunidade para analisar com calma a proposta e também ponderar alternativas, como contratar um novo crédito para quitar as dívidas.

Trocar uma dívida por outra pode ser vantajoso

Se a proposta do seu credor não for tão boa quanto o esperado, você pode considerar contratar um novo crédito para quitar essa dívida mais cara. Pode parecer contraditório se endividar mais uma vez durante o momento de renegociação, mas se esta nova dívida apresentar juros mais baixos do que a proposta feita pelo credor, ela pode ser mais vantajosa. Sobretudo se a oferta do primeiro credor considerar um bom desconto para quitação da dívida à vista.

Veja, por exemplo, a taxa de juros do crédito pessoal não consignado, um dos empréstimos mais comuns aqui no Brasil. Em julho, a média da taxa de juros deste tipo de crédito foi de 8,33% entre as 64 instituições financeiras observadas pelo Banco Central do Brasil. Neste mesmo período, o Crédito com Garantia de Imóvel poderia ser contratado com taxa de juros de 1,22%, mais a correção do IPCA.