Saúde financeira da empresa: aprenda a avaliar – e melhorar!

Saúde financeira da empresa: aprenda a avaliar – e melhorar!

Manter a saúde financeira da empresa sob controle é o ponto de partida para garantir o funcionamento do negócio tanto no curto com no longo prazo. Aliás, quando se trata das finanças de uma Microempresa (ME) ou de um Microempreendedor Individual (MEI), é fundamental buscar capacitação constante. Assim, o gestor fica por dentro das melhores práticas, entende melhor tudo o que acontece e deixa de depender de meses bons.

Pensando justamente nesse cenário é que resolvemos preparar este conteúdo. O objetivo aqui é ajudá-lo a cuidar dos números e do dinheiro do seu negócio. Para tanto, mostraremos a partir de agora como você pode avaliar a saúde financeira da sua empresa, contando com indicadores confiáveis e estratégias vencedoras.

Quer aprender como acompanhar e melhorar a situação financeira do seu negócio? Então basta continuar lendo este post!

Como vai a saúde financeira da sua empresa?

Sejam quantitativas ou qualitativas, existem diferentes formas de identificar a saúde financeira da empresa. O detalhe é que, por falta de experiência e até por falta de tempo para fazer as devidas análises, muitos empreendedores não têm sequer ideia da situação atual do próprio negócio.

Muitas vezes, a empresa opera mês a mês buscando apenas pagar as contas e sobreviver. Como você pode imaginar, no entanto, esse tipo de cenário está longe de ser o ideal! Para facilitar sua vida e ajudar nessa avaliação, trouxemos os 5 níveis de saúde financeira que uma instituição pode ter. Identifique em qual dos níveis sua organização se encaixa!

Nível 1: desorganização

Nesse primeiro nível, ainda não há saúde financeira alguma. O contexto é de verdadeiro caos, já que não existe controle das contas a pagar ou a receber. Normalmente, empresas nesse estágio não têm uma pessoa responsável pelas finanças — seja sócio ou funcionário. Quando surge uma crise nesse cenário, é comum que a empresa fique altamente endividada ou mesmo vá à falência!

O maior indício de que uma organização está neste nível é quando ela gasta mais do que arrecada. Para progredir ao próximo estágio de maturidade, o gestor deve registrar frequentemente todas as contas a pagar e a receber, implementando uma rotina rígida de fluxo de caixa.

Nível 2: pouco controle

Nesse nível, a microempresa ou o microempreendedor já tem uma rotina de fluxo de caixa, controlando as contas a pagar e a receber. O gestor também categoriza os gastos, priorizando aqueles fundamentais para o funcionamento do negócio.

Aqui, o planejamento de médio e longo prazos começa a fazer parte do dia a dia. Surge com isso uma preocupação a favor da redução de despesas e do equilíbrio das finanças ao longo do ano.

Uma das dificuldades enfrentadas por esses empreendedores, no entanto, é que nem sempre a projeção de lançamentos futuros é precisa. Para avançar ao nível 3, portanto, o negócio deve se certificar de que as entradas e saídas de dinheiro acontecerão nas datas previstas.

Nível 3: controle médio

Uma organização com controle intermediário é aquela que faz o fechamento do caixa e a conciliação bancária frequentemente. Nesse nível de maturidade, os processos e controles estão organizados.

Em geral, a limitação aqui passa a ser a falta de receita. Apesar de existir um cuidado com os processos financeiros e os cortes de gastos, nem sempre há um planejamento de longo prazo para ampliar as vendas. Sendo assim, o ideal é apostar em novas estratégias de prospecção e vendas. O negócio precisa fazer projeções para saber quanto deve faturar em cada período.

Nível 4: controle bom

Poucas MEs e MEIs chegam a esse nível. Aqui, o planejamento financeiro e os processos estão alinhados. Esse é o tipo de negócio que controla o capital de giro e o fluxo de caixa com excelência. Nesse estágio, é comum que a dificuldade ainda esteja na expansão. Para continuar crescendo, o empresário deve investir em inteligência estratégica, contando com o apoio de ferramentas de gestão.

Nível 5: controle total

O nível 5 é sinônimo de saúde financeira! Aqui, o gestor tem total controle das contas e é capaz de traçar estratégias de longo prazo, planejando seu orçamento em detalhes. As projeções são feitas com base em informações confiáveis, a partir de pesquisas externas e inteligência de dados interna.

Organizações nesse nível têm capacidade de honrar seus compromissos e, por conta disso, conseguem acesso facilitado a crédito. O segredo para alcançar esse patamar de maturidade está no desenvolvimento de uma disciplina impecável, além do investimento em capacitação constante.

Agora que você conhece os níveis de maturidade que uma organização pode ter, confira a seguir os principais indicadores financeiros para providenciar uma análise empresarial o mais precisa possível!

Que indicadores financeiros são essenciais?

Faturamento

É o indicador mais conhecido e acompanhado pelos empresários, pois mostra quanto está sendo vendido. A partir dele, o líder do negócio pode acompanhar metas e avaliar o nível de risco que está correndo. E o melhor é que descobrir o faturamento é simples, bastando somar todas as vendas!

Quando o faturamento está abaixo do esperado, a microempresa precisa traçar novas estratégias de marketing e vendas a fim de atrair novos consumidores ou vender mais para quem já é cliente.

Ticket médio

É o valor médio gasto por cliente ou ainda o valor médio por venda. O ticket médio responde à seguinte pergunta: quando um cliente compra de você, quanto ele gasta em média? Por meio desse indicador, o gestor descobre quantas vendas precisa fazer para atingir sua meta de faturamento.

Para calcular, basta dividir o faturamento pelo número de vendas. Assim, ticket médio = faturamento total ÷ número de vendas. Para melhorar esse indicador, você pode investir em novos produtos ou serviços que complementem aqueles que já estão sendo ofertados.

Margem de contribuição

Esse indicador mostra quanto do valor das vendas sobrará depois de descontados os custos de despesas variáveis — aqueles que só ocorrem quando você vende. O dinheiro que sobrar deve ser usado para cobrir os custos fixos e ainda gerar lucro. Quando o gestor conhece a margem de contribuição, fica mais fácil se planejar e evitar prejuízos.

Seu cálculo é feito a partir da seguinte fórmula: faturamento – (custos variáveis + despesas variáveis). Para melhorar esse indicador, o ideal é buscar maneiras de reduzir comissões de vendas, fretes e outras despesas relacionadas a transações.

Ponto de equilíbrio

Também chamado de break even ou ponto crítico de vendas, trata-se do valor que a empresa deve vender para ficar no zero a zero. O ponto de equilíbrio corresponde, assim, ao momento em que as vendas se igualam ao total de custos e despesas. Esse indicador é o principal caminho para se definir metas. Ao cruzá-lo com o ticket médio, você consegue saber exatamente quantas vendas deve concluir para continuar operando.

Para calcular o ponto de equilíbrio, o gestor deve conhecer as despesas fixas, as despesas financeiras e a margem de contribuição. A fórmula fica assim: custos e despesas fixas ÷ índice da margem de contribuição.

Quanto menor for o ponto de equilíbrio financeiro, mais facilidade a empresa terá para se manter no mercado. O ideal, portanto, é correr atrás da redução de gastos.

Lucro líquido

É o valor que sobra para a empresa depois de descontados os custos fixos, os custos variáveis e os impostos. Trata-se de um indicador fundamental para informar ao gestor quanto dinheiro está de fato sobrando. Sua fórmula é: faturamento – (custos fixos + custos variáveis + impostos). Para melhorar esse indicador, é preciso reduzir os custos ou aumentar o faturamento.

Lucratividade

É um percentual que compara o lucro líquido ao faturamento total. Seu objetivo é mostrar quanto a empresa realmente ganha pelo trabalho desenvolvido. Sem lucratividade, um negócio não tem motivos para operar. O cálculo se dá pela seguinte fórmula: (lucro líquido ÷ faturamento) x 100.

É recomendado que o gestor compare o percentual de lucratividade do seu negócio com o percentual de outras empresas, a fim de ter uma ideia se o número está alto ou baixo demais.

Score Empreendedor

O Score Empreendedor é uma ferramenta que ajuda no processo de concessão de crédito e no fechamento de negócios. Por meio de uma pontuação que vai de 0 e 1000, ele aponta para as chances de determinados perfis de empresas pagarem suas contas em dia, ajudando a compreender o risco de inadimplência do negócio e como ele está sendo visto pelo mercado. Uma pontuação baixa é sinal de que a saúde financeira do negócio não vai bem.

Como o Score Empreendedor leva em conta diversos fatores, inclusive o endividamento, evitar que a empresa se endivide é um fator-chave para garantir uma avaliação melhor, ganhando credibilidade e abrindo novas possibilidades de parcerias.

Falamos aqui dos principais indicadores e também de outros parâmetros que devem ser medidos, como o Score Empreendedor. Neste momento, portanto, cabe a você colocar em prática tudo o que aprendeu, garantindo que seu negócio continuará no mercado por muito tempo!

E se quer fazer uma avaliação da saúde financeira e da credibilidade da sua empresa agora mesmo, a Bcredi em parceira com o Serasa Empreendedor trazem o Saúde do seu Negócio, confira o seu relatório completo com dados que o mercado não tinha acesso.

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